X CONGRESSO BRASILEIRO DE MASTOZOOLOGIA

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Dados do Trabalho


TÍTULO

GUIA ILUSTRADO PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS CERVÍDEOS BRASILEIROS

Resumo

Atualmente são encontradas oito espécies de cervídeos no Brasil. Essas espécies apresentam morfologia externa e coloração de pelame, em sua maioria, semelhantes. Com o grande avanço e popularização do uso de armadilhas fotográficas em estudos ecológicos, há um aumento da demanda pela identificação de cervídeos capturados pelas câmeras. Deste modo, é de extrema importância a confecção de um guia ilustrado que possibilite mostrar detalhadamente a morfologia externa dessas espécies, ressaltando aspectos mais relevantes para sua identificação. O estudo tem como objetivo a elaboração de um guia ilustrado para a identificação de cervídeos brasileiros. A coleta de dados foi realizada no Núcleo de Pesquisas e Conservação de Cervídeos, localizado na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita filho” (UNESP), Campus de Jaboticabal. Foram analisadas informações obtidas na literatura e fotos de armadilhas fotográficas para auxiliar a abordagem comparativa através da observação dos animais mantidos em cativeiro. As ilustrações foram retratadas em pranchas, dispostos em posições frontais e numa abordagem comparativa, ressaltando as regiões da cabeça que apresentaram detalhes morfológicos das oito espécies de cervídeos brasileiros. Foram testadas duas técnicas: lápis de cor e aquarela. Para melhor efeito das tonalidades da coloração das pelagens as ilustrações foram feitas com a técnica aquarela, que apresentou melhor resultado, devido a sua característica de transparência e luminosidade. Por características morfológicas, as espécies foram divididas em dois grupos. Um é representado pelo gênero Mazama, que é composto por cinco espécies, caracterizadas por apresentarem chifres não ramificados. O padrão geral de coloração, dividiu esse grupo em dois sub-grupos, os Mazama vermelhos e cinzas. Dada a semelhança entre M. americana e M. bororo em tamanho, na coloração castanho avermelhado e no tamanho das orelhas, foi observado que M. americana possui manchas brancas, grandes e bastante evidentes, na região nasal, mandibular, ventral (bucal e gular) e auricular. Em M. bororo essas manchas são menores e menos definidas. Em comparação a estas duas últimas espécies M. nana, apresentou porte pequeno, rostro curto, orelhas com o mesmo formato, porém menores. Pode existir variação de tonalidade na região periocular, sendo isso característico da espécie. Já o sub-grupo dos Mazama cinzas possuem em comum o padrão de coloração castanho acinzentado, porém, houve diferenças em alguns aspectos. M. gouazoubira possui orelhas grandes e arredondadas. Alguns indivíduos apresentaram faixas orbitais e mancha superciliar bem evidente. Por sua vez, M. nemorivaga tem orelhas grandes e afiladas, faixas orbitais pouco nítidas e raramente apresentou manchas superciliares. Observou-se também, que a mufla é maior e pode apresentar uma mancha rosada, tornando-se marcante na espécie. Em relação ao grupo que apresenta chifres ramificados, há variação na morfologia dos chifres, assim como na coloração geral, mancha mandibular e do anel perioftálmico. Estão incluídos Ozotoceros bezoarticus e Odocoileus virginianus que apresentam chifres com três pontas, mas variam na disposição em relação ao crânio. Por fim, Blastoceros dichotomus, apresenta chifres com número de pontas variável e com ramificações dicotômicas. Com base nas ilustrações foi possível identificar diferenças morfológicas e anatômicas, que auxiliou na distinção das espécies estudadas, ressaltando a importância do guia ilustrado.

Palavras-chave

Mazama, Morfologia externa, Ilustração científica.

Financiamento

Área

Anatomia e Morfologia

Autores

Natália Aranha Azevedo , Márcio Leite Oliveira , José Mauricio Barbanti Duarte