X CONGRESSO BRASILEIRO DE MASTOZOOLOGIA

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Dados do Trabalho


TÍTULO

NAO EFEITO DE DISTANCIA OU AMBIENTE NA COMPOSIÇAO DE MORCEGOS (MAMMALIA, CHIROPTERA) DE RESTINGAS BRASILEIRAS

Resumo

A Mata Atlântica possui uma grande diversidade de ecossistemas associados, dentre as quais podemos citar as restingas, habitats transicionais costeiros heterogêneos com cobertura vegetal variando de áreas arbóreas e geralmente arbustiva. Apesar da importância das restingas, uma grande parte dessas áreas foram perdidas devido à severa pressão humana. Adicionalmente, a fauna de mamíferos da restinga é pouco conhecida, principalmente a de morcegos, que são considerados espécies-chave em florestas tropicais. Devido à importância ecológica dos morcegos e das áreas de restingas, o nosso objetivo é apresentar uma lista de espécies de morcegos com ocorrência nas restingas e identificar se as comunidades de morcegos de restingas são estruturadas devido às condições ambientais ou pela distância geográfica, testando a hipótese de que as comunidades de morcegos são estruturadas pelas condições ambientais. Os dados de ocorrência de espécies foram obtidos através de uma extensa pesquisa sobre a literatura científica publicada no repositório da Capes durante o mês maio de 2019. As palavras-chave utilizadas foram “resting*”, “bat* e “chiroptera*”. A riqueza total de espécies foi estimada pelo procedimento Jackknife. Utilizamos um mantel parcial para identificar se as comunidades são estruturadas pelas condições ambientais (variáveis climáticas) ou pela distância geográfica (distância linear entre as restingas). Encontramos 21 publicações sobre morcegos amostrados em 20 restingas com riqueza observada de 46 e estimada de 61 espécies. Artibeus lituratus (16 restingas), Glossophaga soricina (14 restingas), Platyrrhinus lineatus (14 restingas), Myotis nigricans (13 restingas), Carollia perspicillata (11 restingas) e Noctilio leporinus (10 restingas) foram as espécies mais frequentes. A família Phyllostomidae foi a mais representativa, ocorrendo em todas as restingas. A distância geográfica (r = -0.028; p = 0.598) nem as condições ambientais selecionadas (r = 0.058; p = 0.305) estruturaram a comunidade. A grande frequência de espécies Phyllostomidae pode ser explicada pela utilização de redes de neblina, que amostra principalmente morcegos desta família. Como as restingas são formações florestais típicas de um bioma, a mata atlântica, as condições ambientais climáticas, de solo e vegetação são semelhantes e sendo assim homogêneas, do ponto de vista do grupo estudado. Além disso, esses habitats, hoje separados devido a fragmentação observada no bioma, já foram conectadas no passado, o que explica a não relação da distância com a composição de espécies.

Palavras-chave

Mata Atlântica, Phyllostomidae, Vegetação costeira, Quirópteras. 

Financiamento

Área

Ecologia

Autores

Alana De Moura Santos, Moink Oprea, Ludmilla Moura de Souza Aguiar, Poliana Mendes, Vinícius Teixeira Pimenta, Daniel Brito, Carlos Eduardo Lustosa Esbérard, Albert David Ditchfiend, Thiago Bernardi Vieira