X CONGRESSO BRASILEIRO DE MASTOZOOLOGIA

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Dados do Trabalho


TÍTULO

NOVO REGISTRO DO ROEDOR SIGMODONTINAE RHIPIDOMYS TRIBEI EM AREAS DE MATA ATLANTICA DO ESPIRITO SANTO – BRASIL

Resumo

O roedor Sigmodontinae Rhipidomys tribei, está classificado no status de Em Perigo na lista da IUCN de 2018 e na Lista Vermelha de espécies do Brasil de 2014, apresenta apenas 08 (oito) registros ou depósitos em coleções científicas e museus no país, sendo quatro para o Espírito Santo, onde sequer foi considerado na lista de espécies ameaçadas de 2005. O objetivo do trabalho foi ampliar os limites de distribuição geográficos da espécie por meios de novos registros no estado do Espírito Santo. Entre os dias 23 de setembro a 03 de outubro do ano de 2013 e entre os dias 10 a 17 de fevereiro de 2014 foi realizado coleta utilizando armadilhas do tipo Sherman com esforço de 924 armadilhas-noite, ToImahawk com esforço de 924 armadilhas-noite e armadilhas de queda (Pit fall) com esforço de 238 armadilhas-noite, totalizando durante 14 dias no total. O espécime coletado foi pesado, sexado, obteve-se as medidas externas padronizadas como comprimento cabeça-corpo (CC), cauda (CA), pata traseira (PT) e orelha (OR) e depositado na Coleção de Vertebrados da Universidade Federal do Espírito Santo. Usamos as seguintes características diagnose apontadas por Costa e colaboradores em 2011 e sequencias de CytB 2ª para identificação dos espécimes. Foi coletado duas espécimes de Rhipidomys tribei nos dias 30 de Setembro de 2013 e 04 de Abril de 2014, no Parque Estadual do Forno Grande. As coordenadas geográficas foram 20°30"39,05'S e 41°05"29,3'W a 1.486 metros de altitude. As medidas do primeiro foram de 135 mm de comprimento CC; estava sem a cauda; 27 mm para a PT direita; 19 mm para a medida da OR; peso de 65 grama; e, possuía dois fetos. Já para o segundo, 115 mm de comprimento CC; 139 mm de CA; 25 mm para a PT direita; 22 mm para a medida da OR; peso de 51 grama. Com nossos resultados confirmamos a distribuição da espécie para o Espírito Santo preenchendo uma lacuna geográfica para a espécie, principalmente por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção. Assim, reforçamos a necessidade de ampliar os registros de coleções científicas para melhor conhecer e preservar a biodiversidade.

Palavras-chave

Biogeografia; Espécies Ameaçada; IUCN; Rodentia

Financiamento

FAPES, CAPES, CNPQ

Área

Biogeografia/Macroecologia

Autores

Victor Vale, Ana Heloisa de Carvalho, Leonora Pires Costa